Polícia Civil de MG investiga ofensas racistas e ameaças contra aluna em BH
Polícia Civil apura denúncias de preconceito, intimidação e ofensas virtuais contra estudante de 13 anos em Belo Horizonte.

Denúncias referentes a ataques racistas, ofensas de teor sexual e intolerância religiosa praticados contra uma estudante de 13 anos, em Belo Horizonte, estão sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais. A família formalizou o boletim de ocorrência na terça-feira (27), após os atos registrados na noite de domingo (25), logo que terminou a votação do segundo turno da eleição presencial. A jovem, aluna bolsista em uma instituição privada localizada na Região Centro-Sul da capital mineira, recebeu mensagens escritas e registros em áudio com ataques.
Conforme relatado no boletim de ocorrência registrado pela mãe da aluna, as agressões no ambiente virtual foram iniciadas por um colega de turma da jovem, acompanhado por um amigo e uma terceira adolescente. As gravações contêm insultos contra religiões de matriz africana, deboche da situação financeira familiar, ofensas de cunho sexual e referências ao posicionamento político da menina favorável ao presidente Lula. O documento da polícia relata ainda a presença de ameaças contra a integridade física da vítima.
De acordo com o advogado Victor Alves, que representa a família, a adolescente já havia sido alvo de episódios semelhantes anteriormente, contudo esta é a primeira ocasião em que o caso é levado às autoridades policiais. A defesa mencionou que acionou a equipe diretiva do colégio para acompanhar as medidas internas e que vai cobrar agilidade na apuração que tramita no Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família.
Em comunicado oficial, a Polícia Civil garantiu que as apurações estão a cargo de uma delegacia especializada. O órgão apontou que diversas diligências seguem em andamento com a finalidade de detalhar todos os aspectos do fato.
Por sua vez, a administração do Claretiano Colégio divulgou nota declarando que investiga os relatos recebidos e aplica os trâmites institucionais cabíveis. A escola reforçou que repudia expressamente qualquer ato de racismo, discriminação, intolerância religiosa ou violência, reiterando a busca por um ambiente escolar inclusivo e seguro.
Em casos de ofensas virtuais, ameaças ou discriminação, moradores de Buritis podem registrar denúncias diretamente com a Polícia Civil pelo telefone 197 ou acionar a Polícia Militar pelo 190. O diálogo constante e o acompanhamento do uso de redes sociais por jovens ajudam a prevenir situações de violência no ambiente escolar e digital.
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