Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Tribunal de Minas mantém prisão de investigada por morte em Jaboticatubas

A Justiça mineira negou pedido de soltura para suspeita de homicídio e ocultação de cadáver na Região Metropolitana da capital.

Por Redação WebTV Buritis29/10/2026 às 12:112 min de leitura
Fonte: g1 Minas Gerais (Leia)
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Tribunal de Minas mantém prisão de investigada por morte em Jaboticatubas
Imagem: g1 Minas Gerais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão preventiva de Carla Luiza da Silva, apontada como suspeita de participação no homicídio de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, ocorrido em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A determinação partiu do desembargador Guilherme de Azeredo Passos, que rejeitou a solicitação de liminar em habeas corpus protocolada pelos advogados de defesa.

A vítima foi dada como desaparecida em 9 de outubro, logo após deixar um estabelecimento comercial no bairro Bosque dos Coqueiros e embarcar em um veículo. De acordo com informações da polícia, a jovem havia enviado mensagens a conhecidos expressando receio devido à presença de uma mulher desconhecida no automóvel antes de perder o contato. O corpo foi achado posteriormente sepultado em uma região de mata no Loteamento Terra dos Portugueses, área rural do município. As apurações policiais tratam Carla e Samuel Castro Melo como os principais investigados pelos crimes de feminicídio e ocultación de cadáver.

Em sua argumentação pela liberdade, a defesa alegou que a decretação da prisão preventiva não apresentou fundamentação adequada e apontou carência de indícios consistentes sobre a autoria delitiva. Os representantes legais destacaram ainda que a investigada possui trabalho formal, residência fixa e ficha limpa, além de denunciarem suposta coação física e moral por parte de agentes policiais para a obtenção de confissão.

O magistrado responsável pelo caso avaliou que os dados apresentados inicialmente não comprovam ilegalidade evidente que fundamente a soltura imediata da suspeita. O relator pediu novos esclarecimentos e abriu espaço para a manifestação do Ministério Público antes de analisar o mérito definitivo do pedido. A continuidade da prisão também foi defendida pelo juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo, da Vara Única de Jaboticatubas, sob o argumento de preservação da ordem pública e garantia da instrução processual.

Os advogados declararam que aguardam a conclusão dos laudos periciais e o encerramento do inquérito policial conduzido pelas autoridades para definir os próximos passos jurídicos, mantendo o respeito à decisão do tribunal. O processo segue em andamento enquanto os órgãos competentes finalizam as apurações sobre o caso.

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